quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Semana da Consciência negra no Calabar

Em comemoração a Semana da consciência negra a Biblioteca Comunitária do Calabar apresentou hoje, espetáculos de dança afro e exposição com bonecas com vestimentas africana.
O espaço da Biblioteca está com uma ambientação toda especial e amanhã além da exposição das bonecas terá também leituras de contos africanos. A partir das 15h00.






terça-feira, 29 de outubro de 2013

Seminário EMredando Leituras e TOKLiterário

SOBRE O SEMINÁRIO

O Seminário EMredando Leituras e TOKLiterário é uma ação de formação das duas Redes, que articulam treze bibliotecas comunitárias com atuação na cidade do Salvador. É um evento aberto ao público, gratuito, dirigido especialmente a mediadores de leitura, leitores frequentadores das bibliotecas comunitárias integrantes das duas Redes, bem como a universitários, bibliotecários, professores, escritores e demais interessados por literatura e formação de leitores.

Entre os anos de 2010 e 2012 o Seminário foi promovido pela Rede EMredando Leituras. Na edição de 2013, o Seminário será realizado pelas Redes EMredando Leituras e TOKliterário. Neste ano O evento integra a Programação do Encontro Regional de Formação (Regional Norte e Nordeste) do Programa Prazer em Ler, uma ação do Instituto C&A.

Com o Seminário, pretende-se promover um espaço de socialização e reflexão das ações de incidência politica na área de livro, leitura e biblioteca. Os convidados terão a oportunidade de participar de Painéis Temáticos e mesas de debates de forma a se aproximar dos processos de edificação das Políticas Públicas do Livro e Leitura em discussão no Brasil, nos Estados e Municípios. Durante o evento o público terá a oportunidade de desfrutar de momentos de Mediação de Leitura, que homenageará um dos maiores ícones da literatura mundial, Vinícius de Moraes, que este ano completaria 100 anos.

Para abrilhantar ainda mais o Seminário, contaremos com o toque refinado de uma das maiores artista da Música Popular Brasileira, Adriana Calcanhoto, que fará uma apresentação da sua trajetória como cantora, compositora e escritora. Queremos oferecer aos nossos convidados, de forma singular, uma merecida homenagem a vida e a obra de Vinícius de Moraes. A poesia do autor integra o recente livro lançado pela artista gaucha – ANTOLOGIA ILUSTRADA DA POESIA BRASILEIRA.

O Seminário será realizado no Espaço SESC Pelourinho, nos dias 11 e 12 de novembro de 2013 com produção do Centro Cultural Ensaio.

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail: seminarioemredandotokliterario@gmail.com e informações adquiridas pelo telefone: 71- 3328-3628 ou pelo Blog: www.http://seminarioemredandotokliterario.blogspot.com.br/

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Sessão Cinoteca

As sessões de cinema na Biblioteca voltaram com força máxima.
As sessões acontecem todas as segundas-feiras as 18h30 na própria Biblioteca.
Para este mês ainda terá duas sessões de entretenimento e na última segunda(30/09) acontecerá a SESSÃO DEBATE, na qual, será exibido um filme ou documentário temático com a presença de um convidado para fazer a mediação do assunto tratado. 
 



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Cinoteca

As sessões de Cinema na Biblioteca C. do Calabar mudou o seu formato, as sessões geralmente eram com filmes temáticos com objetivo de promover diálogos sobre determinado assunto. O novo formato agora inclui filmes também para entretenimento. 
Os filmes temáticos serão exibidos todas as últimas segundas-feiras de cada mês e a novidade é que para cada tema será convidado um mediador com certo domínio do assunto tratado.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Conferência Municipal do PMLLB

Prefeitura Bairro IX – Pau da Lima
Data: 29 de julho –  às 14 horas
Local: Colégio Estadual Davi Mendes
Bairro: São Marcos

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Novos títulos

Oi pessoal.
Esses são o 6 últimos livros dos novos títulos. Daí vocês perguntam: Mas não eram 7? Sim são 7, mas esse sétimo já havíamos apresentado anteriormente é o livro FAZENDO MEU FILME 2 que esta na lista de reserva por tanta gente.
No post anterior eu falei que seria apresentado 3 livros de Zibia Gasparetto, mas são 4, confiram.









sábado, 20 de julho de 2013

Novos títulos

Agora para o delírio do público juvenil, atendemos mais uma vez todas as recomendações e apresentamos:






















Thalita Rebouças e Paula Pimenta são as escritoras mais lida hoje em nossa Biblioteca, pelo público juvenil. Como esse é um público bem difícil para incentivar a leitura não podemos desaponta-los, e tem dado certo, o efeito viral de quem já é leitor contamina quem não é. Por isso é super importante conhecermos bem de perto os nossos públicos e espalhar o vírus da leitura por todos os cantos.

Amanhã apresentaremos os últimos 6 livros, dentre eles 3 da escritora mais lida da Biblioteca no momento, ZÍBIA GASPARETTO. Aguardem.
Ah! No momento todos os 14 novos títulos estão emprestados. Faça já sua reserva e aproveite para levar outro livro.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Novos títulos

Olá gente! A Biblioteca tem novidades no seu acervo.
São 14 novos títulos esperando por vocês.
O sucesso destes livros são tão grande que em apenas dois dias de adquiridos 13 livros encontram-se emprestados. Só para vocês ficarem com água na boca, ou melhor, nos olhos segue 3 destes novos livros. Até domingo apresentaremos todos os títulos aqui em nosso blog.




Projeto Sementeira - oficina de capacitação

Ontem, 17/07/2013 foi realizada a oficina de capacitação para os 20 
jovens selecionados para aplicar o diagnóstico ambiental na comunidade do Calabar. No final da oficina os jovens e a equipe do projeto Sementeira homenagearam o coordenador da Biblioteca Comunitária do Calabar e também integrante da equipe Rodrigo Rocha.



O próximo passo do projeto será uma nova reunião com as lideranças comunitárias para definir o grande evento que apresentará a proposta da Agenda 21 para toda a comunidade.











segunda-feira, 8 de julho de 2013

Selecionados para Projeto Sementeira no Calabar

Projeto Sementeira: Partilhando  percepções e discussões para  a Agenda 21  no Calabar/Convênio FERFA 09 /2012
Relação  de  Agentes  Facilitadores Selecionados (as)

1.    Amanda Almeida Beirão
2.    Crislândia Neves  Conceição
3.    Daiane de Jesus dos Santos
4.    Deivisson Santos da Costa
5.    Elvis Carlos  Sá
6.    Ianei  Sacramento Rodrigues
7.    Igor Anunciação Copque
8.    Inês  Nascimento da Silva
9.    Isla  Gabriele Santos de Oliveira
10. Ivan Paulo Barbosa Sá
11. Janete Santos da Anunciação
12. Livia Conceição  Santos
13. Lucilene dos Santos
14. Nadson Almeida Beirão
15. Rafael Beirão Dantas
16. Sephora Elis da Silva Gavião
17. Tainá Trigueiros Rodrigues dos Santos
18. Talita  Trigueiros Rodrigues  dos Santos
19. Valdineide de Jesus Ferreira
20. Yuri Reis Silva.

Não classificados – suplentes

21. Dandara Gonçãlves
22. Michele Natália Santana
23. Katiana Santana Veloso
24. Luciene Santos de Jesus
25. Adailton Martins Santos
26. Ruan Silva da Costa
27. Paloma Maia Gomes

Psiu!  Serão convocados em data oportuna os 20 primeiros colocados, os demais classificados á medida que surgir vagas ou houver desistência serão chamados.
Os selecionados deverão aguardar contato informando o dia da capacitação.
Maiores informações na Biblioteca Comunitária do Calabar.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A revolução dos bichos – George Orwell


A literatura é mesmo fascinante, uma de suas características é ser atemporal, essa é uma ótima palavra para comentar essa importante obra literária que mesmo idosa continua atual e necessária como as novas tecnologias.

Me proíbo a fazer uma análise política das quais as analogias da história pretendiam e uma analisa critico literária, pois nem a primeira nem a segunda me cabem.
Detenho-me então a simplesmente comentar como um simples leitor, o qual o sou, na perspectiva a incentivar outros leitores que não leram esse livro a lê-lo.


A revolução dos bichos conta a história de um grupo de animais que viviam em uma fazenda e instigados pela eloquência do discurso de um porco moribundo, começam a perceber como eram injustiçados pelos humanos. Liderados pelos porcos, animais considerados os mais inteligentes do grupo, os bichos fazem uma revolução na fazenda, expulsam os humanos e passam a viver livres, e criam suas próprias regras de trabalho e de sustentabilidade. Dois porcos com ideias diferentes começam uma batalha política por aprovação de métodos de trabalho e de regras de convivência social. Porém em determinado momento um dos porcos que criavam cachorros desde pequeno expulsa o outro porco com a ajuda dos cães e começa a liderar o grupo, mas não de maneira democrática, começa a convencer os outros animais pela intimidação e consegue conquistar os outros animais com palavras tendenciosas ao mesmo tempo que vai modificando a história construída coletivamente por todos anteriormente. Com o passar do tempo os porcos criam um regime ditatorial e de oprimidos passam a ser opressores. O desfecho na história é tão impressionante como o conjunto todo da obra. Um gran finale magnífico.

Sei que o livro faz analogias a um período da guerra e ao regime russo da época, mas facilmente dá para fazer analogias em diversos campos da nossa sociedade hoje em dia como: Aos movimentos sociais, aos políticos, na relação com a nossa família, no mercado de trabalho etc. O mais maravilhoso de tudo são as diversas interpretações que ele pode suscitar. Além de tudo isso, o livro nos incentiva a conhecer um pouco mais a história das quais as analogias se referiam.
Recomendadissimo!!

Por Rodrigo Pita

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Convite

A Biblioteca Comunitária do Calabar estará presente neste evento para continuar contribuindo a construir políticas públicas para o Livro, Leitura e Biblioteca.
Vamos todos juntos construir uma Salvador leitora. Um por todos e todos por um Brasil de Leitores!


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Encontro de formação com assessora do Instituto C&A – Camila

O encontro de formação realizado pelo Instituto C&A para o polo EMredando Releituras de Salvador, no seu primeiro dia discutimos temas como: Comunicação, Incidência em Políticas Públicas, Gestão compartilhada e o funcionamento interno de cada Biblioteca. Todos os participantes da Rede foram instigados a listarem as conquistas e os desafios da EMredando no útimo ano. Ao pontuarmos os desafios e conquistas mais listados por todos, ficou claro que por unanimidade a nossa Rede enfim ganhou um destaque e uma visibilidade na incidência em políticas públicas, o que nos deixa bem felizes, pois esta foi uma meta estabelecida desde a implantação da Rede. 

 Já que conquistamos esta visibilidade e esse destaque, pois fomos nós que instigamos a criação do PMLLB – (Plano Municipal do Livro Leitura e Biblioteca) de Salvador.  Aparece também como um grande DESAFIO, a construção COLETIVA e PARTICIPATIVA de vários atores sociais para o plano, pois política pública se faz com democracia e participação social e todos nós sabemos que para fazer política pública na sua essência é um enorme DESAFIO.
Amanhã aprofundaremos mais os temas com leitura e discussão de textos teóricos e as nossas vivências práticas. 
Cada encontro um sabor, cada sabor um gosto de quero mais. E assim vamos crescendo juntos nessa caminhada de TODOS POR UM BRASIL DE LEITORES!

(Rodrigo Pita)

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Maiores Leitores de 2012


Entrevista com Valdeck almeida de Jesus


Valdeck Almeida de Jesus em entrevista para o Digestivo Cultural.



1. Quer dizer que a leitura — além de todos os benefícios intelectuais conhecidos — pode salvar também vidas, como a sua?

Exatamente. Nós vivemos numa sociedade capitalista. As regras do jogo são determinadas por quem está no poder, na tentativa de manter o controle nas mãos da elite pensante. Esta mesma elite que "combate" a corrupção, a discriminação e a pobreza nada faz para facilitar a distribuição de renda e para capacitar os indivíduos a se tornarem cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres.

É muito fácil manter o poder quando se tem uma população desinformada, desestruturada socialmente, marginalizada e segregada. Informação é poder.

Eu era um "boi" no meio da manada, e levava, literalmente, uma "vida de gado". A leitura de bons textos me fez refletir e descobrir que eu podia mudar meu próprio destino. Ainda sou uma peça na grande engrenagem do sistema, porém tenho plena consciência de meu papel como cidadão. Atuo sempre de forma a modificar, para melhor, a minha vida e a vida daqueles que me cercam, não me esquecendo da comunidade da qual faço parte.

2. Você diz que uma das suas missões é disseminar o hábito da leitura entre pessoas próximas. Com toda a experiência acumulada ao longo dos anos, o que você sugeriria para termos melhores programas, justamente, de "incentivo à leitura"?

A leitura é passada para as pessoas como um castigo. Desde a escola primária até a faculdade, são poucos os profissionais que se dão ao trabalho de incentivar a leitura. 

E leitura para mim não é apenas um decodificar de signos e significados; não é apenas juntar palavras. É algo mais amplo. É a leitura da vida, a compreensão do mundo; é saber se posicionar perante os problemas que assolam um País, propondo soluções. 

O que precisa ser feito é despertar nas pessoas a consciência de que o futuro depende de cada um de nós. 

Os programas de incentivo à leitura devem incorporar o ser humano no processo. Não basta apenas sentar numa roda de analfabetos funcionais e começar a ler e reler textos. 

Desenvolvo, por exemplo, um projeto de publicação de autores inéditos há três anos. Chama-se Prêmio Valdeck Almeida de Jesus de Poesia. Visa selecionar poemas de autores anônimos e publicá-los num livro. Todos os custos de divulgação, edição, correção ortográfica e gramatical, custos gráficos e editoriais, são bancados por mim. Não é muita coisa, mas é algo em que acredito. Prefiro não esperar por ajuda ou incentivos externos. O que posso fazer com meus próprios recursos eu vou fazendo.

3. Você tinha pais analfabetos, mas aprendeu a ler, está fazendo faculdade de jornalismo e tornou-se escritor. O que diria para alguns dos nossos homens públicos que justificam sua ignorância com desculpa esfarrapada de que não tiveram "tempo" para estudar?

Eu ensinei minha mãe a ler e escrever. Meu pai faleceu antes que eu pudesse fazer o mesmo com ele. Fiquei órfão de pai aos dezessete anos de idade. A partir de então, coube a mim chefiar a família, cuidar de sete irmãos menores. Trabalhava durante o dia e estudava à noite. Muitas vezes eu chegava em casa tarde da noite e não encontrava nada para comer. 

Minha mãe costumava me consolar dizendo: "Amanhã Jesus vai trazer comida". Eu confiava nela e ficava esperando. No dia seguinte, partia para o trabalho e para a rotina de estudar à noite. Foram muitos anos de peleja, mas nunca desisti. 

Sempre estudei em escola pública, onde nem sempre havia professores para todas as matérias e onde o ensino era, geralmente, muito fraco. Nos finais de semana, eu tentava estudar sozinho ou com colegas, para não ficar restrito ao assunto que o professor abordava em aula. Usava o tempo de descanso ou de diversão para aprender um pouco mais. 

A gente arranja tempo pra tudo, quando quer. A ignorância mata qualquer ser humano. O remédio é estudar, com tempo ou sem tempo. Nos dias de hoje, é possível estudar até mesmo via internet. Várias faculdades estão oferecendo cursos à distância, com aval do MEC. Não há desculpas para o país continuar com baixos índices na educação. 

4. Você concorda com a máxima de Monteiro Lobato, segundo a qual "um país se faz com homens e livros"? Será que no Brasil ainda tem alguém com poder (de fazer alguma coisa) que concorda com isso? 

Vários países do mundo investem na educação, pois percebem que é a única saída. Concordo com Monteiro Lobato, sim. Homens e livros fazem uma nação. Mas não basta ter homens. Nem basta ter livros nas estantes. É necessário que os livros estejam nas mãos, nas cabeças. 

No Brasil de hoje, infelizmente não consigo ver um quadro muito positivo. As pessoas estão cada vez mais individualistas e egoístas. Mas ainda tem muita gente boa produzindo boas coisas. Há trabalhos alternativos e independentes de ONGs e de pessoas seriamente comprometidas com a causa social. Acredito que ainda há tempo de encher este país de livros, de homens-leitores e de homens pensantes. A filosofia já faz parte do currículo da escola pública, e isso é um ótimo sinal de mudanças. Os frutos virão em alguns anos. 

5. O seu livro é a prova maior de que você venceu. Por que será que, no nosso País, uma vitória intelectual, como a sua, não é tão valorizada quanto uma vitória, digamos, material?

Vivemos a era do "parecer". Houve a era do "ser" (década de 60), do "ter" (70), e agora vivemos a era do "parecer". As pessoas valorizam muito a aparência. E não somente a aparência física, um corpo sarado, um cabelo tingido, busto siliconado etc. As pessoas priorizam a estética em detrimento do conteúdo. O que está visível — mesmo que aparentemente — é muito valorizado. Houve uma desvalorização do ser humano como pessoa, devido ao capitalismo, ao individualismo. Somos átomos dispersos na multidão, sem cara, sem identidade. Não somos mais um país ou um mundo com rosto. Somos apenas corpos e aparências. 

Uma vitória intelectual não é medida, não é vista. Não se valoriza o "saber". Se você tiver como fazer uma exposição de sua imagem na mídia, bombardear o público com sua figura, você não precisa fazer mais nada. As pessoas preferem viver de aparências. Saber não enche barriga, não leva ninguém a aparecer no mundo do espetáculo midiático. Daí porque estudar é algo tão desvalorizado, tão menosprezado. 

6. Nas discussões sobre como fazer do Brasil um "País de Leitores", sempre surge a lista de autores (ou de leituras) que poderiam auxiliar nesse processo. No seu caso, quais foram os escritores que, com seus livros, mais te incentivaram a ler?

Eu tive contato com a literatura muito cedo. Estudei em uma escola pública do interior da Bahia, onde recebi muito incentivo para ler. A poesia foi a primeira forma de leitura que conheci e gostei. Depois veio a literatura de cordel, falando de situações corriqueiras e que tinham muito a ver com a minha realidade. Tomei gosto e comecei a escrever poemas. Em seguida, veio a militância política e a luta estudantil, que me despertou o senso crítico e a visão mais politizada. 

Eu lia de tudo. De jornais do PCdoB a bula de remédio, rótulos de xampus... Quando descobri a biblioteca pública da cidade, me tornei um leitor inveterado de Carlos Drummond, Castro Alves, Graciliano Ramos, Augusto dos Anjos e muitos outros. 

As revistas em quadrinhos, companheiras de meus recreios juvenis, também ajudaram muito no gosto pela leitura. Os desenhos, a linguagem coloquial, os textos curtos e instrutivos, tudo aquilo fez de mim um leitor ávido. Na adolescência, morei numa fazenda onde havia muitas revistas em quadrinhos na biblioteca da patroa. Quando a patroa viajava, eu entrava na casa por uma janela defeituosa e pegava dezenas delas. Depois de ler cada uma, eu voltava, devolvia-as ao local de origem e pegava mais. 

7. E quais escritores te incentivaram — mais além — a escrever? Por quê?

A escrita flui à medida que você lê mais. Acredito que um bom escritor sempre foi um bom leitor. É um processo intrínseco. Um depende do outro. Meus primeiros escritos foram poesias e cordéis, numa tentativa de imitar os textos que eu lia. Sempre fui uma pessoa comprometida com a vida, sempre busquei atuar, nunca esperar que a vida me realizasse os sonhos. Construo meus próprios sonhos no dia-a-dia. 

Graciliano Ramos tem uma escrita dura, crua, verdadeira, que demonstra o cotidiano do nordestino, do sertanejo. Como bom nordestino que sou, orgulhoso disso, fiquei encantado pelo romance Vidas Secas. Graciliano soube, como ninguém, fazer a denúncia, expor o sofrimento do sertanejo ao mundo. Certamente, este romance me inspirou a escrever, ao denunciar também as mazelas da vida. 

Não acredito que o Nordeste seja pobre por causa da seca. O problema do Nordeste é o abandono, é a falta de políticas públicas de inclusão, é falta de seriedade do governo federal e dos governos locais. É a falta de investimento em educação. Como eu disse, é muito mais fácil manipular alguém que não tenha conhecimento, que não seja cidadão pleno. É a política do clientelismo e do coronelismo, que felizmente está sendo dizimada, muito lentamente, mas está. 

8. Sua trajetória pessoal não tem uma ligação direta com a internet, mas, mesmo assim, gostaria de perguntar: como vê a atual explosão de autores na Web?

Não podemos ignorar a existência de novas mídias. Eu vejo o surgimento de autores na Web como uma alternativa para quem não consegue chegar às editoras. O mercado editorial é capitalista. Não importa se você é um bom escritor. Importa, sim, se você consegue vender. Como não há muitos projetos sérios que estimulem o novo autor, a maioria acaba partindo para a publicação em site pessoais, blogs etc.

É uma boa saída para a literatura, já que os jovens e adultos que não lêem no papel, podem ser seduzidos pela mágica da telinha de um computador. Além do mais, muitas crianças têm acesso à internet e já podem ser atingidas através desse canal de comunicação. 

Eu já ouvi sobre casos de escritores que começaram na internet e acabaram publicando em papel, e também sobre casos inversos. 

Não acredito que qualquer leitura é melhor que nenhuma leitura. Por isso eu penso que é necessário os pais terem um controle do que seus filhos vêem na internet. O perigo ronda a todos e em todos os lugares. 

9. O livro eletrônico e o acesso amplo à Rede, na sua opinião, podem ajudar a formar mais leitores?

Creio que, enquanto houver um só cidadão analfabeto no país, não podemos respirar aliviados. A democratização da informação se dá de forma muito mais rápida e eficiente através da internet, que consegue alcançar pessoas em todos os cantos do planeta, independente de fronteiras e idiomas. Há tradutores on-line eficientes, que praticamente conectam culturas e povos de qualquer lugar. 

O livro eletrônico tem seus atrativos, mas não acredito que somente ele, isolado, mesmo com ampla disponibilidade na internet, seja a solução. Deve-se investir em livros impressos, em internet e livro eletrônico, em programas sobre literatura na TV e no rádio, enfim, temos que cercar o País inteiro com uma ampla rede de incentivadores à leitura. E o ser humano, o contador de histórias, o cantador, o repentista, o cordelista, todas as culturas populares precisam ser incentivadas também. Tem que haver livro de todas as formas, para todos os gostos.

10. Qual a sua mensagem para quem sabe que deveria ler mais, mas que, ao mesmo tempo, não consegue encaixar a leitura entre suas tarefas diárias?

Começar a ler textos curtos. Procurar autores e assuntos que lhe chamem a atenção, ler jornais diariamente, acessar sites culturais na internet, assistir a programas educativos, documentários e entrevistas na TV e no rádio. Enfim, não deixar o corpo mole tomar conta.

Fonte: http://www.digestivocultural.com/blog/post.asp?codigo=1786&titulo=Papo_com_Valdeck_A._de_Jesus

terça-feira, 7 de maio de 2013

EMredando Leituras participa do Seminário Novas Letras


O secretário executivo do Plano Nacional do Livro e da Leitura ( PNLL),  José Castilho,  esteve ontem (5) em Salvador ministrando a palestra  Políticas Públicas para Construir Leitores. Em conversa com a equipe da Rede EMredando Leituras, Castilho disse que o PNLL deixará de ser apenas discurso quando os Planos Estaduais e Municipais do Livro e da Leitura forem construídos, isso é a prioridade da sua gestão.  
Para ele os grupos organizados precisam se mobilizar e exigir representação nos grupos de trabalhosresponsáveis pela escrita dos planos estaduais e municipais, e os gestores, por sua vez, devem ter escuta ampliada para os diversos segmentos da sociedade para que as demandas para formação de leitores sejam atendidas.

  

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Um Grupo de jovens comprometidos com trabalhos sociais dentro da comunidade do Calabar em parceria com a Avante Educação e Mobilização Social constroem juntos uma Biblioteca Comunitária em fevereiro de 2006 com cerca de mil livros, funcionando em apenas um sala. Em 22 de abril de 2006 após ajuda de jovens canadenses na reforma da segunda sala da Biblioteca e na construção de novas estantes para acomodar os livros. O Grupo então decide realizar uma nova inauguração, hoje considerada a inauguração oficial, a qual, comemoramos o aniversário da nossa Biblioteca. Neste 7 anos aprendemos que sem parceiros não somos nada e neste curto período de tempo acumulamos tantos parceiros que construiram juntos conosco uma linda história. Seria injusto destacar alguns no meio da multidão, mas não podemos deixar de agradecer imensamente o apoio técnico e financeiro que o Instituto C&A nos dá desde a nossa inauguração.
O grupo Jovens em ação, hoje, é a ONG Ideologia Calabar, nós vivemos em Rede (EMredando Leituras/Programa Nacional Prazer em Ler) lutamos por UM BRASIL DE LEITORES.
Obrigado a todos por fazer parte desta história.



A nossa comemoração será:
Data: 29 de abril de 2013
Local: Biblioteca Comunitária do Calabar
Horário: A partir das 15h00



quarta-feira, 17 de abril de 2013

Salvador cria Grupo de Trabalho para criação do Plano Municipal do Livro, da Leitura e da Biblioteca


Diversos agentes atuantes na área da literatura estiveram reunidos hoje a tarde no I Encontro de Construção do Plano Municipal do Livro, da Leitura e da Biblioteca (PMLLB) de Salvador. O evento foi uma iniciativa da Prefeitura de Salvador com o objetivo de construir o Grupo de Trabalho que elaborará o texto do PMLLB.
 

Desta forma, o ápice do encontro foi a assinatura da minuta do decreto que institui o Grupo de Trabalho pelo prefeito de Salvador, ACM Neto, e a constituição desse Grupo. Associações, fóruns e redes atuantes na área tiveram a oportunidade de se inscrever para fazer parte do Grupo de Trabalho e a Rede EMredando Leituras, assim como o Fórum Baiano do Livro e da Leitura, está dentro dessa equipe!
 
 
 
Como parte da programação do encontro aconteceram duas exposições. A primeira, feita por Lourdes de Fátima, da Secretaria Municipal de Educação, abordou a importância da criação do Plano Municipal do Livro, da Leitura e da Biblioteca da cidade do Salvador, e a segunda, feita por Rita Margarete, consultora associada da Avante, instituição integrante da Rede EMredando Leituras, apresentou um panorama das políticas públicas para leitura.
 
O evento foi um marco para as políticas públicas de leitura na cidade e significa apenas o começo da caminhada, pois, a partir de agora, o Grupo de Trabalho terá reuniões periódicas a fim de construir o texto do PMLLB. Esse processo poderá ser acompanhado pela sociedade como um todo e incluirá momentos de discussão com todos os segmentos interessados.

domingo, 14 de abril de 2013

Poetas moradores do Calabar terão livro lançado no 27º Salão de Genebra

O livro 'Abre a Boca, Calabar' (Pimenta Malagueta Editora), elaborado por moradores do bairro do Calabar, em Salvador, será lançado durante o 27º Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra, que acontece de 1º a 5 de maio de 2013.



A publicação estará no estande D426, do Projeto Varal do Brasil, organizado pela escritora Jacqueline Aisenman, brasileira radicada na Suíça.

São reunidos poemas de 50 autores que participaram do concurso literário realizado pela Biblioteca Comunitária do bairro soteropolitano, em 2009 e 2010, numa ação idealizada pelo jornalista e escritor Valdeck Almeida de Jesus.

A coletânea foi então concretizada através de apoio concedido pela 2ª Chamada do edital Calendário das Artes 2012, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

A obra prestigia jovens do bairro e, segundo Rodrigo Rocha Pita, coordenador da Biblioteca Comunitária do Calabar, “É uma forma de fomentar a cultura e a valorização do bairro, retratadas sob o olhar poético de meninos e meninas que participaram da seleção”.

Fonte: http://www.ibahia.com/detalhe/noticia/poetas-moradores-do-calabar-terao-livro-lancado-no-27o-salao-de-genebra/?cHash=9daffc37e571135e1434accbcf5213f1
Abre a Boca, Calabar
Pimenta Malagueta Editora. 108 páginas.
Informações: (71) 9345-5255
bibliotecadocalabar@yahoo.com.br | poeta.baiano@gmail.com